Meu ambiente de desenvolvimento em 7 itens

Mesmo sem terem me incluído na brincadeira, até porque sou blogger novato, resolvi participar, pois a ideia é interessante.

Regras:

  1. Escreva sobre 7 itens de seu ambiente de trabalho – fale sobre qualquer ponto que quiser
  2. Indique de 3 a 5 pessoas para que possivelmente façam um artigo sobre seu ambiente

Meu ambiente

Começando pelo ambiente então.

Archlinux

Para responder com qual sistema eu me sinto mais confortável eu não preciso pensar muito para responder que é o GNU/Linux. Mas dentre as várias distribuições que eu testei (openSUSE, Debian, Ubuntu, Dreamlinux e alguns derivados irrelevantes), a única distribuição com a qual eu não tenho problemas sérios é a Archlinux.

O principal problema que eu enfrentava nas outras distribuições sempre acabava se resumindo ao gerenciamento de pacotes. Com o Ubuntu, por exemplo, eu sempre acaba configurando vários PPAs para ter as últimas versões disponíveis do VLC, Firefox, OpenOffice.org, ou mesmo instalando o binário fornecido pelos desenvolvedores, no caso do SDK do Qt, por exemplo. Essa prática sempre acabava me causando problemas. Tudo isso sem contar com o meu orgulho de programador ao ver que o meu sistema em si já era uma gambiarra!

Afinal, qual o ponto em ter um gerenciador de pacotes se no final você acaba gerenciando os pacotes por si próprio? A situação só se agravava com o passar do tempo, devido ao perfil de usuário no qual eu me encaixo. Um certo dia então, encontrei o Archlinux.

O problema dos repositórios e pacotes desatualizados foram resolvidos quando comecei a usar o Archlinux. O problema básico de versões velhas foi resolvido com o rolling release. Não há versões da distribuição, há versões dos pacotes, e se quiser um sistema atualizado é suficiente atualizar os pacotes. Para essa ideia ser viável, o sistema precisa de um gerenciador de pacotes robusto, e certamente posso afirmar isso sobre o pacman, pois a distro foi criada em 2002 e o gerenciador ainda está fazendo o que foi feito para fazer sem grandes dificuldades.

Outra vantagem do Arch é que eu finalmente posso instalar o zsnes no meu sistema 64-bit, pois o sistema possui um repositório multilib, com o propósito de facilitar tarefas como essa.

Ainda em repositórios, o Archlinux possui um grande repositório oficial, e o AUR, que sob a minha visão é um projeto que resolve o problema que os PPAs, do Ubuntu, deveria resolver. Graças a grande abrangência desses dois repositórios, e as políticas de gerenciamento adotadas pela comunidade, eu não mais preciso utilizar técnicas obscuras para instalar algum aplicativo.

Como se todas essas facilidades ainda não fossem o bastante, o pacman também é flexível o suficiente para que eu possa configurá-lo para utilizar o Aria2, ou algum outro, para efetuar o download dos pacotes.

MPD

MPD é um Media Player para quem não conhece. Primeiramente, é o único modo decente que encontrei de controlar um media player através do terminal. Mas uma escolha minha geralmente envolve mais que um motivo, e alguns dos outros motivos para escolher esse media player são os incontáveis modos de controlá-lo.

Tenho uma interface gráfica completa tradicional, uma interface para o firefox, uma interface web, uma interface para meu symbian (controlar seu media player no conforto do sofá é essencial =p) e ainda posso combinar o cliente linha de comando com vários outros aplicativos (associando atalhos de teclado no gnome ou no e17, por exemplo).

Além de toda a flexibilidade fornecida para controlar o MPD, posso configurar também para onde irá o som. As opções vão desde o sistema ALSA/PulseAudio (direto para a caixa de som), até streaming web via HTTP simples ou passando pelo Icecast. Adicionando o sistema JACK a combinação, as possibilidades são tentadoras.

Firefox

Antes não-tão-essencial, eu alternava entre o Chromium e o Firefox, pois para mim não havia muita diferença entre os dois. Mas a versão 4 do Firefox veio com um recurso que mudou minha opinião, o grupo de abas. Usando desse novo recurso, eu finalmente consigo navegar na web sem me perder, mesmo tendo em torno de 25 abas abertas durante a maior parte do tempo. Há um grande conjunto de pequenas mudanças que fizeram a diferença também, mas para mim essa funcionalidade é única.

Gmail

E o que seria de minha vida sem a google e seus produtos com seus níveis de qualidade que constantemente aumentam? Usando alguns recursos do labs (como várias listas de email, por exemplo) eu finalmente consegui organizar minhas tasks. E integrado com o Google Agenda, não preciso mais me lembrar de compromissos. São tantas funcionalidades. Não há nenhum produto igual.

Pidgin

Durante a realização de suas tasks você está vulnerável a sofrer stress, ainda mais quando você está trabalhando com tecnologias muito novas ou chatas. Um IM é essencial para diminuir o nível de stress e manter seu nível de produtividade. Já testei vários IMs, e apesar de não gostar do Pidgin, ele é o único que suporto.

Emacs

Costumo trabalhar com projetos escritos em diferentes linguagens, e não vi ainda uma IDE que seja suficiente para mim e suporte bem todas as linguagens com as quais trabalho. Diante dessa situação, um editor de textos avançado como o Vim ou o Emacs, é o que pode me ajudar. O primeiro que usei foi o Emacs, e eu até tentei esquecer o Emacs e usar o vi, mas eu me adaptei bem ao paradigma Emacs, e é ele que eu sei usar (e muito mal, se levar em consideração o tempo de uso e meu conhecimento).

Subversion

O sistema de versionamento que mais uso é o subversion. A maioria dos projetos em que eu trabalho o adota e ele é muito fácil de usar, principalmente quando tem uma interface web poderosa em conjunto. Fiz até algumas apresentações sobre ele e convenci várias pessoas a utilizá-lo, e isso no primeiro semestre de UFAL.

Minhas vítimas

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